Acho que foi esta frase que o Cris registrou como minha.
Desenrolando-a:
Senti-me um pouco assustado diante dela.
Imagine:
uma pessoa (no caso “eu”) se esvaziando e amontoando tudo o que tem dentro de si, inclusive segredos e medos, formando uma grande montanha de coisas, expondo-se desorganizadamente; essa foi a primeira imagem que surgiu no momento que refleti sobre ser a minha própria caverna.
Surgiram algumas questões num segundo instante, lá vão elas:
Quem são os habitantes da minha caverna? Minhas vontades, opiniões, meu pai, minha mãe?
Os habitantes são os meus eus, minhas “caras”, máscaras? Ou simplesmente são organismos que não têm ligação alguma com minha estrutura?
Esse blá-blá-blá todo nasce do princípio que a caverna é o meu corpo. Mas se eu partir de que a minha mente é a caverna e eu a criei para me tornar um habitante dalgum lugar, ... (confesso que é confuso) ... isso quer dizer que tenho carência de uma caverna, de um lugar que possa chamar de meu, onde me sinta seguro e confiante, onde possa respirar veracidade. Também, faz com que eu crie simultaneamente o lado de fora da caverna, não necessariamente crie tudo, mas ao menos um espaço que será preenchido apartir da necessidade de sair dela.
Ser a minha própria caverna, obriga a me situar no vazio e pontuar (decidir) a minha postura diante da criação do que está dentro e fora da minha verdade. Obriga-me a traçar a minha evolução involuntariamente, já que o mundo inteligível e sensível são criados ao mesmo tempo. Quando um habitante (pode ser eu) sair desta caverna, já estará com o seu caminho definido, e portanto voltará às suas amarras com "novidades" que já existiam antes mesmo dele ir para mundo externo. Os outros habitantes o interpretarão, bem ou mal, com base em uma verdade conhecida por todos, mas que não é consciente de todos, propositalmente ou não.
Enfim, acho que sempre andaremos em círculos, criando o interior e o exterior de uma caverna para justificar nossas vontades, criamos verdades sensíveis e inteligíveis para suprir as nossas necessidades (quando falo “nossa”, refiro-me à humanidade).
bruno

achei bonita essa imagem

A imagem é realmente linda, dá uma cena!!!
ResponderExcluirBela reflexão, Bruno!